Acervo-Coleções

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Atualmente, o MAUC tem sob sua guarda um relevante conjunto museológico composto de aproximadamente de 7.000 obras dentre as quais destacamos as coleções de Arte Popular, 1.544 peças (matrizes e estampas de xilogravuras, esculturas em cerâmica e madeira, ex-votos) e Artes Plásticas, 5.184 (pinturas, guaches, aquarelas, gravuras, desenhos, esculturas).

A aquisição de obras para o Museu de Arte da Universidade do Ceará ocorreu através de duas modalidades: compra pela Reitoria ou doações feitas pelos autores das obras ou por seus representantes legais ou por pesquisadores da UFC (este processo inicia-se na década de 90). O período que antecede e os anos iniciais do MAUC, toda a aquisição do acervo museológico ocorre em virtude da ação direta de gerenciamento do Reitor Antônio Martins Filho sobre o museu e apoio para ampliação da coleção. Direção do Museu e Reitoria comungavam dos mesmos objetivos de expansão do acervo, gozando o Museu de um prestígio singular.

Além destes vínculo estreito com a administração do MAUC, Martins Filho também mantém uma relação de confiança com os artistas, principalmente os oriundos da Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP, que se mantinham em plena atividade na segunda metade dos anos 50, tanto em Fortaleza como em outros centros culturais. Este período inicial do MAUC é marcado pela aquisição de grandes coleções como a de Raimundo Cela, Antônio Bandeira, Chico da Silva, Sérvulo Esmeraldo, Barrica, Arte Popular (Estampas e Matrizes de xilogravuras, Esculturas em madeira e cerâmica do Ceará, Bahia e Pernambuco), além da coleção de Arte Estrangeira. Esta política de coleções vai definir para o museu uma postulação museográfica voltada para a criação de salas especiais destes artistas cearenses.

O segundo período de aquisições vai marcar não apenas a perda da interferência direta do Reitor no destino do Museu, como a brusca redução do poder de aquisição de obras de arte. Em 1979, ocorre uma anomalia na média anual de aquisição, com doação de obras de Aldemir Martins pelo próprio artista e da coleção particular do pintor Nilo Firmeza ao MAUC. Este período também aponta para uma expansão do acervo com obras de autores nacionais sendo significativa a coleta de obras de autores baianos, com destaque para Carybé, Carlos Bastos e Jenner Augusto. Ao mesmo tempo, representa um período de afastamento da coleta de obras populares.

O terceiro período tem relação direta com o envolvimento do museu com as áreas de produção de conhecimento institucionais no campo da antropologia, da semiótica, da literatura e da história. É grande o número de trabalhos acadêmicos que são produzidos a partir dos acervos de Xilogravura Popular, Antônio Bandeira, Raimundo Cela, da ilustração de Canudos de Descartes Gadelha e da abertura ao público do acervo de Jean Pierre Chabloz, notadamente a parte relativa à propaganda produzida durante a segunda grande guerra mundial.

A valorização de obras de arte e de autores, diretamente relacionados com o acervo do museu, tomados como fontes de produção acadêmica possibilitaram a confluência, para o MAUC, de novas obras para o acervo, por doação, onde além de prestarem-se aos laços permanentes de fruição estética, passaram também a produzir novos horizontes de pesquisa nas mais diversas áreas do conhecimento.

As coleções do MAUC mantêm-se fiel ao lema fundamental de seu criador, e estendem-se do regional ao universal.