Exposição de
Bandeira no
Mauc - 1961


Arte Religiosa
Arte Religiosa -1963

A Paisagem Cearense
A Paisagem Cearense -1963

Oito Artista do MAUC
Oito Artistas do MAUC -1963

Adhemar Albuquerque
Adhemar Albuquerque -1963

Barrica
Barrica -1963

Descartes Gadelha
Descartes Gadelha -1963

Gravuras Japonesas
Gravuras Japonesas -1963

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Exposições:    

Exposição de Antônio Bandeira
03 a 18 de julho de 1963
Catálogo da Exposição

TRANSCRITOS DO CATÁLOGO:
- Imagens da solenidade de abertura
- Acervo do MAUC
- Texto de Milton Dias
- Entrevista
- Obras Expostas



(APRESENTAÇÃO)

DOIS ANOS DE MAUC

Dois anos de atividades completa o MAUC. Atividades sérias e planificadas. Seu primeiro contato com o público deu-se precisamente, no ato de sua inauguração, com uma exposição de Bandeira. Outra mostra do pintor assinala este segundo ano de vida.

O MAUC foi criado com o objetivo principal de resguardar e preservar o patrimônio artístico do Nordeste. Nas regulamentações que lhe deram origem e especialmente no espírito de seus idealizadores, este patrimônio, preservável e a resguardar, compreendia sobretudo as artes plásticas do Nordeste, nas quais se pretendiam divisar pontos de decadência, resultante do inevitável advento de um tecnicismo na região, celeiro ainda de uma arte nativa das mais autênticas e indeformadas. Foi essa a atividade quase primordial do MAUC em dois anos de vida. Neste período acrescentou ao seu então acanhado acervo mil matrizes de xilogravuras, cerâmicas e esculturas de artistas de todas as regiões do Nordeste, e empenhou-se na divulgação de sua coleção de gravuras no Exterior, na Europa principalmente, convicto da importância de seu contato com as fontes das xilogravura européia, popular também na sua formação. O acerto do confronto foi o significado excepcional de que se revestiram as mostras desse material nas várias exposições realizadas, principalmente no Kunstmuseum de Basiléia, centro medieval da gravura européia.

Por que o MAUC, em espírito museu de arte popular, expõe artistas eruditos? A simples colheita e preservação do que se convencionou chamar arte popular não devem limitar às atividades de um museu, mesmo com a designação restrita de Museu de Arte Popular. A arte do homem do Nordeste é manifestação tão pura na sua realidade criadora quanto a do pintor Bandeira.
O Museu de Arte da Universidade do Ceará acolhe as manifestações artísticas: as eruditas, resultantes da evolução do artista, essencialmente ligado à terra e às suas origens e as chamadas "populares" (eruditas também na sua força objetiva).

Esta a justificativa, se necessário fosse, a uma exposição de Bandeira, quando o MAUC, em dois anos de atividades, apresenta os últimos trabalhos do pintor, gerados aqui mesmo, no contato mais estreito com as fontes de que ele próprio justificadamente se orgulha.

Lívio Xavier Jr.
Diretor

Colecionador de Crepúsculos
Milton Dias

Aqui mesmo em Fortaleza, na rua Santa Isabel, o menino Antônio Bandeira teve seu primeiro alumbramento, surpreendeu o primeiro guache, um certo crepúsculo triste e lindo, como estes que costumam aparecer por cá no mês de junho, feitos dum tom violeta muito exclusivo, tirando pro vermelho, com raras manchas dum azul estranho. Daí por diante, toda parte ficava espreitando o espetáculo, foi se tornando colecionador de crepúsculos, buscando-os diariamente, a princípio na janela de casa, ou na porta da Fundição do seu pai, mais tarde junto do mar, nas dunas do Mucuripe, no cais do porto, em Maranguape, na Serra Verde, um pouco por toda parte. Depois foi ampliando o seu patrimônio de beleza, ganhou a noite, habitou madrugadas, viu dia nascendo, pescador partindo pro mar, conviveu com gente que enfrentava cada cotidiano com um heroísmo novo e a atenção do artista que já estava lá nele, há muito tempo, levou-o a fixar no papel todo aquele material que vinha compondo a tessidura do seu mundo interior.

No começo aventurou-se por conta própria, depois freqüentou aulas da Mundica, sua primeira professora, depois integrou um grupo de jovens pintores cearenses que compunham o Centro Cultural de Belas Artes (posteriormente SCAP), depois no Rio, depois em Paris, depois no vasto mundo de que se fez cidadão. Assim formou-se o artista, como se formam os grandes, com talento, com estudo, com trabalho, com coragem, com sofrimento, com amor, numa busca interminável, sempre se renovando, pesquisando, perseguido por uma sincera ânsia de realização e foi somando vivências, amando cidades, navios, gentes, lugares, plantas, coisas, bichos, momentos, captando belezas com aquela sensibilidade que se pode realmente chamar excepcional, trazendo tudo para seus quadros, transformando tudo em cor, levado pela poderosa capacide criadora tão revelada, servido por um permanente sentido poético, uma constante de equilíbrio, que conferem a seus trabalhos a unidade que valeria bem a pena ver duma vez, numa retrospectiva.

A utilização inteligente de todo aquele citado patrimônio de lembranças reunido com zelosa ternura é outra constante na obra de Bandeira, assim como a definitiva presença da pureza que lhe vem da infância e que o artista cultiva com evidente amor. Que de menino, na verdade, Antônio Bandeira conserva quase tudo — a pureza, a bondade, o riso aberto, a capacidade de se fazer querer bem, a fácil convivência, essa deliciosa alegria de viver a simplicidade, a franqueza. Isso tudo somando o torna muito verdadeiro dá-lhe a marca de autenticidade que faz com que em qualquer esquina do mundo, nos bistrôs da Rive Guache, em Copacabana, na Bahia, ou em qualquer barzinho de beira de praia em Fortaleza, em todos os momentos, pintando, conversando, escrevendo, ouvindo, fazendo poesia,seja sempre o mesmo homem, o mesmo artista, o mesmo poeta, a mesma personalidade com aspectos tão diversos e ao mesmo tempo tão unidos pela iluminação do seu universo interior.

E dominando tudo, em todos os ângulos, esse conteúdo humano fabuloso que o faz realmente grande,que está em todos os seus trabalhos como nota central, vigorosa, esse imponderável tão fácil de ver, e que reflete o homem tranqüilo, sem dramas, sem tramas, sem conflitos, mas profundamente emocional, sinceramente afetivo. Tudo isso sem pejuízo de vigor, nem da suave beleza que marcam sua pintura.

As cidades que encontrou, as que amou, as que desamou, as que viu, as que viveu, assim como os barcos, estão todos nos seus quadros, pintados pelo poeta, mas são cidades e barcos que se juntam como gente, que se cruzam, num milagre de identificação que as vivências cosmopolitas e a força emocional do artista conseguem, dentro daquela linha de grandeza humana.

Ótimo, portanto, termos de novo entre nós este Bandeira que a gente recebe sempre como irmão de volta das largas andanças e ausências longas se reintegra na sua terra, no meio da sua gente, como se tivesse partido na véspera e faz uma ciranda de ternura entre os que aqui ficaram, faz uma ronda por todos os lugares que conheceu e que amou, retoma a sua posição de colecionador de crepúsculos, e com a mesma volúpia de menino da rua Santa Isabel, junta amigos, se ataca no rumo do mar e na beira da praia fica a esperar a hora em que o sol vai deixando guaches pintados no poente e que o artista carrega de volta para os seus quadros. Voltando às suas origens para um contato tão rápido, o pintor carrega uma mostra do maravilhoso que habita seu grande mundo, traz uma das suas numerosas cidades, esta dourada, um casario branco sob sol vermelho e jangadas, cais noturnos, barcos, campos queimados, vegetais, paisagem atormentada, alguns navios que poderiam realizar o sonho de Rimbaud, (tem deles amanhecendo, outros a pleno sol, outros entrando na noite) e paisagem transparente, paisagem agreste, paisagem atormentada, morro vermelho, janelas, sombrias árvores azuis que de súbito se iluminam neste "azul noite de luar", destinado a se fixar para sempre, inelutavelmente, dentro dos olhos de quem o vê.

Uma beleza também é receber aqui o nosso Antônio Bandeira num excelente momento de sua carreira, em plena maturidade, realizado, festejado, reconhecido, amado, respeitado no mundo e tê-lo justamente com esta exposição no Museu de Arte da Universidade do Ceará.


DIÁLOGO SEM CENSURA
Antônio Bandeira x Milton Dias

1. Que acha de entrevista?
R. Sou um pouco anti. E, no caso do pintor, pintura já é entrevista. Estarei pendurado (os quadros), no Museu de Arte da Universidade do Ceará, a partir do próximo dia 3. E por favor não ponha "mago" ou "artista do pincel", "arte de Miguelangelo", "glória do Ceará". Tudo isto é muito gentil mas um tanto "demodé".

2. Por que sua cara aparece tanto em jornais e revistas?
R. Tenho a cara larga, e além disso muitos amigos. Hoje se preocupam muito com a vida do artista-pintor e o público que é curioso quer ver a gente despido. Os outros fatores são os milhões de jornais e revistas espalhados no Brasil: brasileiro lê muito.

3. Por que pinta?
R. Pintar é físico e mental. Tenho cabeça e mãos e gosto de fazer alguma coisa "avec".

4. Pintura dá pra viver?
R. A minha dá e muito. Mas no começo é duro, tem-se de insistir demais. O importante é treinar no ofício e livrar-se de empreguinhos. Com o tempo o pintor ganhará seu pão com o suor do seu rosto. Precisa-se de muita inspiração e transpiração também.

5. Por que vive ou pretende viver entre o Brasil e a Europa?
R. Sou brasileiro, mas a profissão e o acaso me levaram para Paris. Viajei jovem e amadureci por lá. Isto fica na gente. E até um sentido de gratidão me obriga a ser fiel a Paris. De volta ao Brasil, encontrei meu lugar e me reconheceram como pintor. Como vê, tenho de rebolar e ficar entre os dois continentes. Até o fim dos meus dias, creio que comprarei passagem de ida-e-volta. No fim tirarei "cara-ou-coroa" para saber de que lado corre o vento.

6. Que acha do ambiente artístico brasileiro?
R. Bom. Nesses dez anos o Brasil fez um progresso tremendo. Para isso contribuiu remotamente a Semana de Arte Moderna de 1922, e posteriormente os Museus (que agora aumentam de número), as Bienais e atualmente as Galerias de Arte. E como o Brasil será a nova potência como país, tudo tem de progredir paralelamente. Hoje já se investem capitais em pinturas como em prédios. O que nos falta é mais divulgação (principalmente do plano artístico) dentro e fora do País, com publicações especializadas, bolsas de estudo, etc. Com a palavra o Itamarati e as Universidades.

7. E do de Fortaleza?
R. Depende em parte do movimento brasileiro. Fortaleza é uma cidade nova, susceptível de aceitar todo movimento de renovação e economicamente capacitada a desenvolver centros de cultura e de arte. Que nos tragam mais gente do sul ou do exterior, para intensificar cursos, proferir conferências (o que é chato), que nos promovam mais exposições. Educando o público, teremos uma mentalidade para compreensão das artes. Não nos falta sensibilidade, pois, do mais pobre ao mais rico, o cearense vive apreciando crepúsculos e auroras. Imagine se o puserem diante de um bom quadro!

8. Como levar a arte ao povo?
R. Alfabetizando-o e educando-o primeiro para isto. Depois a arte vai a ele ou ele vem a ela. Não é importante quem chega primeiro. O essencial é chegar.

9. E à elite?
R. Elite já é eleita (sem trocadilho) por berço e independência financeira, mas assim mesmo depende enormemente do povo (ver resposta anterior).

10. Que acha de folclore?
R. Necessário e decorativo para os povos primitivos, até servindo de brinquedo para crianças. O folclore se transforma em erudição, depois de filtrado pelo gosto de colecionadores. Também pode servir de inspiração para obra de arte, sendo ele próprio um artesanato consciente e um labor cotidiano de um determinado povo ou região.

11. Acredita em arte primitiva?
R. Arte em geral é sinônimo de estudo, de aperfeiçoamento e de cultura. Acredito no primitivo do convento, num Giotto e num Fra Angelico, ou então no primitivismo na criatura ignorante mas sensível. Creio na arte primitiva feita pelos loucos e pelas crianças, mas com aceitação limitada, partida de um princípio emotivo.

12. Tem método ou fórmula para pintar?
R. Já disse que pintar é ato mental, por isto vivo pintado sempre, mesmo quando não estou trabalhando. O método ou a fórmula são princípios matemáticos e o artista é um ser antimatemático por excelência.

13. A que horas prefere trabalhar?
R. Qualquer hora é hora. O artista deve sempre estar em disponibilidade para o momento da criação. Para isto precisamos duma liberdade total, mas prefiro manhãs e noites, quando os momentos de solidão são mais propícios.

14. Quais os motivos que inspiram sua arte?
R. Todos e tudo. Estou sempre disposto a receber emoções a fim de transmiti-las ao meu trabalho. Porém minha pintura é mais de metamoforse, de transfiguração. É uma transposição de seres, objetos, cousas, momentos, gostos, olfatos que vou vivendo no presente, passado, futuro.

15. Que quadro gostaria de pintar?
R. Nunca pinto quadros. Tento fazer pintura. Meu quadro é sempre uma sequência do quadro que já foi elaborado para o que está sendo feito no momento, indo esse juntar-se ao quadro que vai nascer depois. Talvez gostasse de fazer quadros em circuitos, e que eles nunca terminassem, e acredito que nunca terminarão mesmo.

16. Que conselhos daria a um jovem pintor?
R. Primeiro é que ele tenha realmente vocação e vocação não se aconselha. Depois, muito talento (também não se aconselha). O resto seria muito trabalho, muito correr-mundo, vivendo a vida sem medo e com total liberdade, sem preconceitos sociais nem morais.

17. Você se candidataria a uma cátedra duma Academia de Belas Artes?
R. A pergunta cheira muito a "blague". Mesmo assim sou um antiacadêmico por natureza, até para ensinar e aprender. Academia só mesmo a dos gregos, pois o nome é bonito e nós, contemporâneos, gostaríamos de apreciar aqueles sábios velhotes de túnica conversando e filosofando sobre a vida e as coisas.

18. Você se basta a si mesmo?
R. Uma solidão dirigida até que é necessária. Agora o chato é a gente ficar sozinho quando não quer. O ideal seria ficar no quarto de portas trancadas, com a escola de samba passando ao largo.

19. Por que você não casa?
R. Também não venha dizer que "esposei a arte". Casar ou não casar para mim é a mesma cousa. Creio que já nasci com incompatibilidade de gênios e crueldade mental. Talvez me faça falta um filho, mas isto independe de casamento.

20. Teria coragem de viver sozinho numa ilha?
R. E para quê ilha maior do que este mundão tão vasto, cercado de gente por todos os lados? Já vivo nela.

21. Que pensa da era dos astronautas?
R. Necessária para a ciência. Pena que estão invadindo e estragando a nossa poesia, tirando todo mistério e sem mistério a gente não agüenta o mundo. Descobertas são anunciadas e esperadas e, antes de Gagárin subir tão alto, o artista já sabia que a terra era azul.

22. Tem alguma ligação entre Saint-Germain-des-Près, Copacabana e a Rua Santa Isabel?
R. Da Rua Santa Isabel guardei o vigor dos meus pais, gosto e cheiro das frutas da infância, a ciranda no areal. De Copacabana onde vivo atualmente e que considero a capital do Brasil, sinto um mundo de praias, de cores e de liberdade. Saint-Germain é aquela aldeia que você conhece e que também é uma grande cidade. Sabe, o melhor do "Quartier" é que todo mundo se diz bom-dia. E acho que na vida devia ser assim - todo mundo se cumprimentando.

23. Você, que tem fama de boêmio, como consegue organizar sua vida?
R. Boêmia desorganizada é de cigano. Já comi muita vaca magra, só agora estou comendo as gordas. Mesmo pobre numa água-furtada, fui sempre um homem organizado. Não o era antes, foi o viver sozinho que organizou minha rotina. Boêmia é vida e, como gosto de viver, tenho de me organizar.

24. Já teve vontade de pular duma ponte para o rio?
R. Tentaria o contrário, pular do rio para alcançar a ponte,pois, não sabendo nadar, gosto muito da vida.

25. Como encontrou o Grupo Clã?
R. Disperso e sem nenhum entusiasmo. Nem aquele passado tão movimentado deixou marca. Sobravam livros publicados, mas até isto já cheira a fruta do passado. Gostaria que Clã se agrupasse e produzisse algo importante.

26. O que seus pais pensam de você e qual a sua afinidade com a Fundição?
R. Se meu pai pensa algo, nunca o disse. É aquele patriarcado do homem do nordeste e eu respeito isso. Aqui eu sou um Bandeira igual aos outros filhos gosto disto. Da Fundição aprendi misturas que meu pai nem supeita, mas vendo derreter ferro ou bronze, de corpo, de alma, de vento, de paisagem, de objeto e dessa mistura fabrico as peças para o meu trabalho.

27. Você acha que o Museu de Arte do Ceará está no caminho certo?
R. O MAUC é um bom começo. Antes não tínhamos nada, ou melhor, tínhamos, mas nada agrupado. O MAUC promove e quer promover exposições de artistas daqui e de fora. Espero que todos os artistas daqui compreendam e se unam para a luta. Digo mais: O Museu não é somente da Reitoria e dos que lá trabalham: as portas estarão sempre abertas para todos os artistas de talento e de boa vontade.


(Obras Expostas)

1 Azul Noite de Luar
2 Casario branco sob sol vermelho
Catálogo da Exposição 3 Cidade dourada
4 Crepusculando
5 Cais noturno
6 Jangadas
7 Paisagem de Mar
8 Paisagem atormentada em brancos
9 Paisagem transparente
10 Vegetal
11 Alvoradas de Navios
12 Navios em pleno sol
13 Navios no primeiro crepúsculo
14 Navios no crepúsculo último
15 Navios entrando na noite
16 O Morro Vermelho
17 Longínquo Morro e Casario
18 Janelas Noturnas
19 Cidade distante
20 Cidade se distanciando
21 Clareira esverdeada
22 Entre árvores
Detalhe do Catálogo 23 Sol nascendo
24 Na paisagem agreste
25 Paisagem do entardecer
26 Paisagem em lilás
27 Campos queimados
28 Paisagem cinzenta
29 Paisagem
30 Floral
31 A grande cidade
32 Lagamar
33 Cidade vermelha
34 A catedral
35 Cidade anoitecendo
36 Noite




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