Exposição 2011.07 – Marcos López – Fotografia – 17/10/2011

IV Festival UFC de Cultura traz exposição do fotógrafo argentino Marcos López

Pintor de luz e tinta, o fotógrafo argentino Marcos López é a atração do IV Festival UFC de Cultura Caminos de Nuestra América no campo das artes plásticas, com a exposição “Suite Latina”, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará. Com abertura oficial às 17h do dia 17 de outubro, a mostra apresenta uma obra pautada pela rotina contemporânea globalizada, que passeia pela pintura e pela fotografia em claras referências às propagandas comerciais, ao corpo escultural e aos ícones do capitalismo mundial.

Para o Festival, foram selecionados trabalhos dos ensaios “Pop Latino” e “Sub-realismo criollo”. O primeiro traz os murais mexicanos como suporte para o código global do capitalismo e da propaganda. A salada nonsense multicolorida de imagens e significados mistura corpos esculturais dourados, imagens sacras, carros e bebidas. No segundo, encenações nas quais López atua como um diretor teatral, em diálogo com o cinema, a pintura e a fotografia documental clássica.

Marcos López nasceu na província argentina de Santa Fé, em 1958. Vinte anos depois, começou a fotografar. Em 1982, conseguiu bolsa e aperfeiçoamento do Fundo Nacional de Artes e mudou-se para Buenos Aires, onde passou a conviver com fotógrafos renomados. Em 1984, participou da criação do Núcleo de Autores Fotográficos, grupo que fomentou discussões críticas sobre a fotografia como meio de expressão. Já recebeu inúmeros prêmios e distinções, tendo sua obra exibida em museus e galerias de arte de todo o mundo.


Marcos López, argentino de Santa Fé nascido em 1958, é um dos fotógrafos mais prestigiados da América Latina. Seus trabalhos fazem parte de coleções permanentes de importantes museus da Argentina, Espanha, Estados Unidos, Suíça, França, Cuba, Venezuela e México.

Seu estilo, que vai de uma irônica explosão de cores a um estranho e reflexivo monocromatismo, com marcantes interferências da pintura, do cinema e do teatro, define o que ele batizou como Pop Latino e Sub Realismo Criollo; uma espécie de tropicalismo virtual mais abrangente, do frio, da montanha, do deserto, de certas tristezas escondidas em nossas alegrias. Personagens, coisas, símbolos, atitudes, gestos, perversões, referências, tudo remete a uma extrema e desesperada latinoamericanidade. Como se cada foto soltasse um grito “nasci aqui, carajo”. Uma viagem, a beira do delírio, por esse território profundo onde passeiam de mãos dadas a loucura e a lucidez, a beleza e a feiúra, o lúdico e o cruel, o azul e o encarnado.

Os grandes murais mexicanos de Diego Rivera e principalmente o cinema sertanejo de Glauber Rocha são, segundo ele, os guias no caminho de sua arte melancolicamente bem humorada, original, ousada, luminosa, verdadeira. Ah, ia esquecendo um detalhe aparentemente sem importância; ele não sabe usar photoshop.

Marcus Moura


Curadoria: Moura
Realização: Festival UFC de Cultura
Layout: Pedro Eymar e Stephane Capistrano
Cópias e montagem: Aluplaq

Sítio do fotógrafo Marcos López: www.marcoslopez.com